Santuário Diocesano da “Negra Madona” de “Oceano a Oceano” de Piedemonte e Sabane

Entre os preparativos da peregrinação de “Oceano a Oceano”, foi organizada a visita a Arauca situada no mais longínquo norte, perto da bacia fluvial de Orenoco, limítrofe com a Venezuela. O principal objetivo era encontrar-se com o Bispo Jaime Munhoz Pedroza e a Comunidade local, a qual conduz a edificação do Santuário em louvor à Rainha da Polônia.

Triste e ferido o semblante da Mãe de Deus no Ícone de Częstochowa, desperta uma grande comoção nos habitantes da região. Contemplando o semblante da Virgem lembram os trágicos e dolorosos acontecimentos que sofreram durante a guerrilha. Eles se identificam com a Imagem porque sentem no coração as chagas profundas que deixaram cicatrizes que só podem ser curadas por Jesus Cristo e sua Santa Mãe.

Há aproximadamente dois anos, nos primeiros sábados de cada mês é realizada uma procissão ao lugar onde estão construindo o Santuário Mariano Diocesano da Mãe Negra de Piedemonte e Sabano. Deram-lhe este nome para unificar as duas regiões, as quais no passado eram bastante distantes entre si. O Santuário localizava-se a 160 km, a oeste da cidade de Arauca. Neste sábado, para a solenidade compareceu muita gente confessando e participando da santa Missa, numa saudação efusiva, num momento de paz, se importar com a sua própria origem.

O Ícone da Mãe de Deus de Częstochowa que será colocado no cento do Santuário é um presente do Cardeal Estanislau Dziwisz, secretário de São João Paulo II, foi um presente do Monsenhor Luiz Augusto Castro Quiroga, ex Presidente da Conferência Episcopal da Colômbia que a ofereceu generosamente à Diocese de Arauca.

O Monsenhor Munhoz pensou que essa Imagem, onde se vê claramente a dor e o sofrimento da nossa Mãe e  que poderia ser de grande ajuda a essa Comunidade, que tem sido tão castigada pelos ataques das guerrilhas, cuja guerra durou 52 anos.

A construção do santuário continua. Iniciou-se a construção com a elevação de uma grande Cruz e a imagem orante de São João Paulo II.

De 27 de maio de 2015 quem atendia esse lugar eram as Irmãs Clarissas. Graças às suas orações, à sua dedicação e generosidade as Irmãs contribuíam para a propagação tão importante nessa região, uma iniciativa de paz e reconciliação.

Inicialmente o Convento era mantido pela Diocese, mas atualmente elas mesmas resolvem as suas necessidades, pois o desenvolvimento artesanal e produção dos comunicadores são suficientes para o intercâmbio entre todas as Paróquias próximas.

Nos dois dias de visita ao Convento, chegaram aí mais duas Irmãs. Atualmente são seis.

O Bispo Jaime Munhoz Pedroza, ele mesmo celebrou aí a Santa Missa, benzeu o terceiro sino. Dois sinos antigos foram bentos anteriormente em honra à Santíssima Virgem.

Esse terceiro sino recebeu o nome do Servo de Deus Bispo Jesus Emila Jaramilon Monsalves o qual foi levado, torturado e morto pelos guerrilheiros ELN2 em outubro de 1989. Sua beatificação será na próxima visita do Papa Francisco à Colômbia.