Luta pela identidade do casamento e da família- Nossa Senhora de Czestochowa no México

O terceiro ano de visita da Nossa Senhora de Czestochowa no México acaba de passar. A Imagem está visitando diferentes paróquias e comunidades. O México é um país muito grande, e onde queira que a Imagem passe, se renova o ato de consagração e proteção da civilização da vida e do amor nas mãos da Santíssima Virgem Maria. As intenções de todas as famílias se presenteiam em cada rosário e em adoração ao Santíssimo Sacramento, através da intercessão de Nossa Senhora de  Czestochowa.

Esta é a iniciativa dentro das paróquias da Vida Flórida, movimento das famílias mexicanas.

A imagem de Czestochowa no México é presenteado como a mãe de São João Paulo II. O período tão largo de visita se deve principalmente aos fatores culturais, onde aparentemente o tempo flui mais lentamente que na Europa. Mas observando o que está se sucedendo, chegamos à conclusão que Nossa Senhora de Czestochowa quer ainda permanecer no México pois és de suma importância. O Status do Matrimônio no México é uma grande batalha que persiste por 10 anos. Há de se destacar que a Legislação Mexicana trata o Matrimônio como “uma união civil livre”. O mero cotidiano de viver junto e ter filhos é suficiente para reconhecer a relação como um matrimônio. O mesmo acontece nos países da América do Sul. Muitas pessoas, especialmente os poucos recursos, não tem um casamento formal, por que a lei reconhece sua relação como matrimônio. O México é um país católico, mas um casamento na igreja é uma espécie de luxo, que muitos simplesmente não podem se permitir, e a sensação geral é que é um assunto privado. Isto gera uma grande quantidade de problemas pastorais.

Sem obstáculos, há um consenso que esta relação é uma união entre homem e mulher. Imitando o comunismo, as autoridades mexicanas são altamente suscetíveis a promoção da ideologia do gênero. A Cidade do México foi a primeira que introduziu a legalização das uniões civis. Logo mudou a definição do Casamento no Código Civil da “união livre entre homem e mulher” a “uma união livre entre pessoas”. As uniões do mesmo sexo concedem direitos anteriormente disfrutados apenas por casais casados, incluindo a possibilidade de adotar filhos. A Suprema Corte de Justiça emitiu uma decisão reconhecendo a constitucionalidade dos chamados matrimônios homossexuais e sua legalidade no país. Diferentes estados começaram a promulgar leis similares, mas a maioria rejeita tal interpretação da lei. Por esta razão, o registro contínuo das uniões do mesmo sexo encontra grande resistência e dificuldades formais.

Em maio deste ano, os mexicanos tomaram as ruas em defesa da família tradicional, já que o presidente do México apresentou um projeto de lei ao parlamento para que haja a introdução na Constituição a legalização das uniões das pessoas no mesmo sexo. A chamada Marcha Branca na Capital chegou a aproximadamente meio milhão de pessoas. Foi o protesto mais numeroso dos últimos anos. Os mexicanos foram firmemente contra a esta mudança da constituição que equipara as relações do mesmo sexo com as da família tradicional, a introdução desta ideologia nas escolas e a violação dos direitos dos padres. Salienta-se que no México opor-se às autoridades não é nada seguro. Muitas pessoas morrem sem deixar rastro.

Neste caso, as autoridades não fizeram nada pois a multidão era demasiadamente grande. E na real atualidade o Comitê dos Assuntos Legislativos do Parlamento do México rejeitou energicamente um projeto de lei proposto pelo presidente, que questionava claramente o matrimonio como uma união entre homem e mulher. Isto é um grande êxito, que por agora detém esta polêmica mudança na Constituição.

A luta e a oração, todavia, devem ser mantidas. A Imagem de Czestochowa segue viajando pelos México.

As conversas e as negociações continuam para que no próximo ano a Mãe de Deus comece sua terceira etapa da Peregrinação através dos países da América Central e do Sul.